III SIMBIOMA – Simpósio sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica

III SIMBIOMA – Simpósio sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica

Data: 29/05/2014 a 01/06/2014

Website: www.simbioma.webnode.com

IES: SAMBIO

Local: ES – SANTA TERESA

Público alvo: Discentes e docentes dos cursos de Ciências Biológicas, Agronomia, Engenharia Ambiental e Florestal e áreas afins, profissionais pesquisadores da área e demais interessados.

Resumo: O Simpósio sobre Biodiversidade da Mata Atlântica – SIMBIOMA é um evento científico realizado pela Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão – SAMBIO e o Museu de Biologia Mello Leitão – MBML em parceria com diversas instituições públicas e privadas, como instrumento para divulgação das pesquisas relacionadas ao Bioma Mata atlântica, propiciando momentos de incentivo a pesquisa, difusão e discussão de trabalhos científicos, relatos de experiência, além de avaliar o impacto atual das pesquisas realizadas. O II SIMBIOMA realizado em 2013, assim como o primeiro, foi um grande sucesso. Contou com a participação de 192 inscritos, de instituições de ensino e pesquisa de diferentes estados. Durante o evento foram apresentadas 18 palestras/mesas-redondas por pesquisadores de 15 instituições. 39 trabalhos foram submetidos à avaliação da comissão do evento, dentre estes, cinco apresentações orais e 34 painéis científicos. O III SIMBIOMA, com o tema “Áreas Protegidas e Biodiversidade” será realizado nos dias 30 de maio à 01 de junho de 2014. O evento irá promover debates pertinentes à conservação da Biodiversidade do Corredor Central da Mata Atlântica, e a troca de experiências e informações entre pesquisadores, profissionais e gestores de áreas protegidas, contribuindo assim para o fortalecimento destas áreas no país.

 

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Aula Relações Ecológicas

Relações Ecológicas

 As relações ecológicas entre os seres vivos podem ser classificadas como intraespecíficas quando ocorrem entre indivíduos da mesma espécie e interespecíficas quando ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes. Ainda podem ser de dois tipos, harmônica quando nenhum dos indivíduos envolvidos é prejudicado e desarmônica quando pelo menos um dos indivíduos envolvidos é prejudicado.

 1. Relações Intraespecíficas

 a) Sociedade (+/+): É caracterizada por indivíduos da mesma espécie que se agrupam de maneira estável para obter algumas vantagens. As sociedades são caracterizadas pela divisão e trabalho, o cuidado parental e a sobreposição de gerações. Os indivíduos são anatomicamente separados. Podemos observar dois tipos de sociedade:

  • Isomorfas: Nestas sociedades todos os indivíduos nascem iguais, sem pré-definição morfológica de trabalho. 

  • Heteromorfas: Cada indivíduo é anatomicamente modificado para a função que realiza. Dentro dessa variedade de formas, cada grupo diferente é denominado casta. É comum entre insetos sociais como as formigas (representado na figura ao lado), cupins e abelhas. Nessas sociedades, a divisão de trabalho atinge seu nível máximo.

 b) Colônia (+/+): É caracterizada pela união de indivíduos da mesma espécie em nível anatômico e fisiológico. Eles apresentam um grau profundo de interdependência, sendo impossível a vida quando isolados. Podemos identificar dois tipos de colônia:

  • Homomórficas: Não há diferença morfológica entre os indivíduos da colônia nem divisão do trabalho. Exemplo: Corais.

  • Heteromórficas: Os indivíduos que compõe a colônia apresentam diferenças morfológicas e divisão do trabalho. Ex: Caravela (representada na figura ao lado)

 c) Competição (-/-): A qualquer momento da vida de um organismo ele está competindo com outros, por alimento e energia. Enquanto as plantas competem principalmente por luz, água e sais minerais, os animais competem também por espaço vital, posse da fêmea, defesa da prole etc. Uma das consequências da competição dentro de uma mesma espécie é o controle do tamanho da população.

A luta constante para defender território é movimentada pelo instinto dos seres vivos de passar seus genes adiante. A competição contribui de forma marcante para seleção natural, uma vez, que apenas os indivíduos mais adaptados ou com vantagem reprodutiva conseguem gerar descendentes. Em uma relação de competição, ocorre prejuízo para ambos os lados. Isso fácil de imaginar quando pensamos no cenário de uma guerra. Embora um dos lados saia teoricamente como vencedor, ocorrem gastos, perdas e mortes dos dois lados.

 Assim, a competição intraespecífica ocorre quando indivíduos da mesma espécie, ocupando o mesmo hábitat, se utilizam de um mesmo tipo de recurso ou alimento, estabelecendo-se uma competição entre eles que pode levar a eliminação de uma das populações da espécie.

 d) Canibalismo (+/-): Ocorre quando um animal mata e devora outro na mesma espécie. O canibalismo pode ser observado, por exemplo, em insetos, quando animais menores, mais fracos ou doentes são devorados por outros maiores e sadios. É comum também após o ato sexual, principalmente entre algumas espécies de aracnídeos e insetos, onde a fêmea devora o macho depois (ou em alguns casos até durante) a fecundação. O canibalismo também ocorre em populações onde os recursos se tornaram escassos, devido ao crescimento excessivo do número de seus integrantes.

 2. Relações Interespecíficas:

 a) Mutualismo (+/+): Alguns tipos de relação se caracterizam, pela união entre de indivíduos de espécies diferentes, onde estes se encontram intimamente associados. Essa associação se dá a nível anatômico e fisiológico, ocorrendo troca de alimento e produtos metabólicos entre eles. O grau de interdependência é tão alto que a separação dos indivíduos impossibilita a sobrevivência de ambos.

Alguns exemplos comuns de mutualismo:

  • Cupins e Protozoários: Cupins se alimentam de madeira sem contanto, possuir a enzima responsável pela digestão de celulose, que é o principal componente da madeira. Entretanto no aparelho digestivo dos cupins existem protozoários capazes de digerir a celulose, tornando a energia contida nessa molécula acessível para ambos os organismos.

  • Leguminosas e bactérias: Bactérias vivem no interior das raízes de leguminosas, realizando a fixação de nitrogênio, que será utilizado pela planta para realização da fotossíntese. As bactérias presente nas raízes são muito sensíveis à ação oxigênio livre da atmosfera. Assim, as raízes oferecem proteção para as bactérias contra a ação oxidativa.

  • Algas e fungos (líquens): Associação de algas e fungos forma um novo organismo denominado líquen. As algas sendo organismos autotróficos fornecem matéria orgânica para os fungos. Estes por sua vez, criam um ambiente úmido, protegido e rico em sais minerais para que as algas realizem a fotossíntese. Ao agirem como um pequeno ecossistema (algas agem como produtores e os fungos como consumidores/decompositores), líquens podem se estabelecer em ambientes bastante desfavoráveis, sendo usualmente os organismos pioneiros na instalação de uma comunidade.

  • Fungos e raízes de vegetais: Algumas espécies de fungos se associam a superfície e ao córtex das raízes de plantas, formando uma associação denominada micorriza. Os fungos facilitam a absorção de água e sais minerais pelas plantas, além de decomporem substâncias orgânicas para estas. Em troca as plantas fornecem produtos orgânicos da fotossíntese.

 b) Protocooperação (+/+): Nessa relação, assim como no mutualismo, ambos os participantes se beneficiem, porém eles podem viver de modo independente, sem a necessidade de se unir. Ex: Um dos mais conhecidos exemplos é a associação entre a anêmona-do-mar e o paguro, um crustáceo semelhante ao caranguejo, também conhecido como Bernardo-eremita ou ermitão. O paguro tem o corpo mole e costuma ocupar o interior de conchas abandonadas de gastrópodes (moluscos). Sobre a concha, costumam instalar-se uma ou mais anêmonas-do-mar. Dessa união, surge o benefício mútuo: a anêmona possui células urticantes, que afugentam os predadores; o paguro, ao se deslocar, possibilita à anêmona uma melhor exploração do espaço, em busca de alimento.

c) Comensalismo (+/0): Nesse tipo de relação, apenas um dos indivíduos envolvidos se beneficia sem, contanto, causar prejuízo ao outro. Muitos seres se aproveitam dos restos alimentares de outros, estando em perfeita harmonia com estes. Apesar de o termo comensal significar “aquele que come com alguém”, nem todos os casos de comensalismo têm caráter alimentar.

Ex: Rêmora x tubarão – a rêmora ou peixe-piloto possui nadadeira dorsal modificada, funcionando como uma ventosa localizada sobre a cabeça e que serve para mantê-lo preso à parte ventral do tubarão. A rêmora, como o peixe-piloto, alimenta-se dos restos do alimento do tubarão.

 d) Inquilinismo (+/0): É um caso de comensalismo, onde um dos indivíduos usa o corpo de outro como abrigo. Ex: O fierásfer ou peixe-agulha é um pequeno peixe que se esconde dentro do aparelho digestivo do pepino-do-mar (um equinoderma), sem, contanto, lhe causar prejuízo.

 e) Epifitismo(+/0): Outro caso de comensalismo, onde um vegetal serve de suporte para outros. Ex: Muito comum em vegetais de pequeno porte como bromélias e orquídeas, que se utilizam de uma posição privilegiada nos galhos de árvores de mais altas para captar a luz do sol.

 f) Competição (-/-): Ocorre quando duas espécies diferentes, ocupando o mesmo hábitat, utilizam-se de um mesmo tipo de recurso ou alimento, estabelecendo-se entre elas uma competição que pode levar a eliminação de uma das populações da comunidade.

 g) Parasitismo (+/-): Parasitas são organismos que se instalam e vivem no corpo de outros, denominados hospedeiros, dos quais retiram alimentos e outros recursos. Os parasitas não matam seus hospedeiros imediatamente, mas causam inúmeros prejuízos a longo prazo, uma vez que interferem nas funções orgânicas, debilitando e sendo responsáveis por inúmeras doenças. Encontramos parasitas em quase todos os grupos de organismos: vírus, bactérias, protozoários, fungos, vermes, insetos e até mesmo plantas.

 h) Predação (+/-): Nessa relação, a espécie predadora ataca, mata e devora a presa. A predação ou predatismo é um importante mecanismo de seleção natural, uma vez que os predadores e as presas ágeis e eficientes são os que têm maiores possibilidades de sobrevivência e, assim de gerar descendentes com maior probabilidade de apresentar essas características adaptativas.

 i) Amensalismo (-/0): O amensalismo ou antibiose consiste numa relação desarmônica em que indivíduos de uma população secretam substâncias que inibem ou impedem o desenvolvimento de indivíduos de populações de outras espécies. É o caso bem conhecido dos antibióticos, que, produzidos por fungos, impedem a multiplicação das bactérias. Esses antibióticos são largamente utilizados pela medicina, no combate às infecções bacterianas. O mais antigo antibiótico que se conhece é a penicilina, substância produzida pelo fungo Penicillium notatum. Outro caso de amensalismo é conhecido por maré vermelha. Sob determinadas condições ambientais, certas algas marinhas microscópicas de cor avermelhada e produtoras de substâncias altamente tóxicas apresentam intensa proliferação, formando enormes manchas vermelhas no oceano. Por essa razão, a concentração dessas substâncias tóxicas aumenta, provocando grande mortalidade de animais marinhos.

Exercícios:

  1. As relações ecológicas podem ser intraespecíficas ou interespecífica. Quando ocorre cada uma delas? Explique e dê exemplos.

  2. A rêmora e o tubarão são exemplos de uma relação ecológica denominada comensalismo. Defina essa relação e identifique qual desses indivíduos é a espécie comensal, e o por quê.

  3. A caravela, cnidário formado por vários indivíduos anatomicamente unidos, entre os quais há uma divisão de trabalho, é um exemplo de qual relação ecológica? Explique.

  4. Em 1927, Alexander Fleming observou que o fungo mofo verde (Penicillium notadum), impedia o desenvolvimento de colônias de bactérias próximas a ele. Qual a relação entre essas duas espécies?

  5. Qual a diferença entre mutualismo e protocooperação? Dê um exemplo de cada.

  6. (ENEM-2011) Os vaga-lumes machos e fêmeas emitem sinais luminosos para se atraírem para o acasalamento. O macho reconhece a fêmea de sua espécie e, atraído por ela, vai ao seu encontro. Porém, existe um tipo de vaga-lume, o Photuris, cuja fêmea engana e atrai os machos de outro tipo, o Photinus, fingindo ser desse gênero. Quando o macho Photinus se aproxima da fêmea Photuris, muito maior que ele, é atacado e devorado por ela. A relação descrita no texto, entre a fêmea do gênero Photuris e o macho do gênero Photinus, é um exemplo de:

A. comensalismo

B. inquilinismo

C. cooperação

D. predatismo

E. mutualismo

  1. (UERJ – 2008) Na natureza, são frequentes os exemplos de relações benéficas entre indivíduos, mesmo de espécies diferentes, como é o caso do caranguejo paguro e da anêmona. O caranguejo aumenta sua proteção vivendo em conchas abandonadas e permitindo que anêmonas – produtoras de substância urticante contra predadores – se depositem nelas. As anêmonas, por sua vez, ganhando mobilidade, capturam melhor es alimentos.

O tipo de interação descrita é denominada:

A. colônia

B. sociedade

C. amensalismo

D.protocooperação

  1. Qual o tipo de relação entre, as bactérias do gênero Rhizobium e as plantas leguminosas. Esse tipo de relação interespecífica é conhecido como:
    A. Predatismo
    B. Comensalismo
    C. Parasitismo
    D. Amensalismo
    E.Mutualismo

MÚSICA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS – Som e vídeo disponíveis no link: http://youtu.be/1piTRPCYaks

(Autor desconhecido)

As relações podem ser

pra ganhar ou então pra perder.

Existindo ou não harmonia,

isso é o que devemos saber.

Ô ieiê ô iaiá, Ô ieiê ô iaiá

Ela terá harmonia se não houver prejuízo

e se alguma das partes tiver algum benefício.

Colônia tem indivíduos, podem ter corpos ligados, são bactérias, corais ou alguns protozoários.

Sociedade é marcante, os corpos são separados, organizados em funções como as abelhas já são.

O crocodilo e o palito na protocooperação,

ajuda não-obrigatória, faltando não morrerão.

Porém no mutualismo a união é vital,

algas e fungos são liquens, protozoário e cupim.

Comensalismo um ganha outro não tá nem aí.

O leão deixa pra hiena e ela morre de rir.

Inquilinismo em orquídeas que apoiadas crescerão, peixe entrou no holotúria que serviu de proteção.

Finalizando harmonia, cabra preste bem atenção,

se você não se ligar, é bom por recuperação.

REFRÃO

Mas se houver prejuízo, desarmonia já é.

Um ganha e o outro se ferra e assim não vai dar pé.

Competição é danada, o recurso faltará,

disputa é sempre acirrada e o mais forte vencerá.

No amensalismo produtos fatores inibirão que a espécie amensal cresça, antibiose serão.

O predatismo apresenta a presa e o predador,

o veadinho deu mole e o leão abocanhou.

Canibalismo aparece dentro da mesma espécie,

matou e teve motivo, em peixes isso acontece.

Parasitismo famoso, vivendo às custas alheia,

é o parasita na boa e o hospedeiro esperneia.

Pra acabar!

Pra acabar com a desarmonia, cabra preste bem atenção, se você não se ligar você vai tomar no… no prejuízo.

REFRÃO

Música Relações ecológicas – Vestibular

– Som e vídeo disponíveis no link:

 

MÚSICA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS 

(Autor desconhecido)

As relações podem ser

pra ganhar ou então pra perder.

Existindo ou não harmonia,

isso é o que devemos saber.

Ô ieiê ô iaiá, Ô ieiê ô iaiá

Ela terá harmonia se não houver prejuízo

e se alguma das partes tiver algum benefício.

Colônia tem indivíduos, podem ter corpos ligados, são bactérias, corais ou alguns protozoários.

Sociedade é marcante, os corpos são separados, organizados em funções como as abelhas já são.

O crocodilo e o palito na protocooperação,

ajuda não-obrigatória, faltando não morrerão.

Porém no mutualismo a união é vital,

algas e fungos são liquens, protozoário e cupim.

Comensalismo um ganha outro não tá nem aí.

O leão deixa pra hiena e ela morre de rir.

Inquilinismo em orquídeas que apoiadas crescerão, peixe entrou no holotúria que serviu de proteção.

Finalizando harmonia, cabra preste bem atenção,

se você não se ligar, é bom por recuperação.

REFRÃO

Mas se houver prejuízo, desarmonia já é.

Um ganha e o outro se ferra e assim não vai dar pé.

Competição é danada, o recurso faltará,

disputa é sempre acirrada e o mais forte vencerá.

No amensalismo produtos fatores inibirão que a espécie amensal cresça, antibiose serão.

O predatismo apresenta a presa e o predador,

o veadinho deu mole e o leão abocanhou.

Canibalismo aparece dentro da mesma espécie,

matou e teve motivo, em peixes isso acontece.

Parasitismo famoso, vivendo às custas alheia,

é o parasita na boa e o hospedeiro esperneia.

Pra acabar!

Pra acabar com a desarmonia, cabra preste bem atenção, se você não se ligar você vai tomar no… no prejuízo.

REFRÃO

IV Simpósio Acadêmico de Biologia Marinha – UFRGS/UERGS

Simpósio Acadêmico de Biologia Marinha é um evento organizado pelo Diretório Acadêmico de Biologia Marinha UFRGS/UERGS e colaboradores, é bianual e tem como foco a conservação. No evento ocorrem palestras, mesas-redondas e minicursos em diversas áreas da biologia. Em 2014 acontece a 4ª edição do evento, que ocorrerá de 18 a 23 de agosto!
Para maiores informações e para ficarem ligados nas novidades curtam página no facebook!
Já foram confirmadas diversas palestras, como a “O que é espécie?” com o Dr. Roberto Reis.
www.facebook.com/IVsabmar

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